quinta-feira, 22 de maio de 2014

Seis conselhos básicos para não se entediar com a Missa

     Enquanto catequistas, sabemos qual é realidade de boa parte dos jovens (ou qualquer pessoa) com relação a sua frequência nas missas dominicais. Muitos não vão ou acham-na entediante, a não ser que tenha algo diferente, como baterias ou peças de teatro. No entanto seria legal ajudá-los a viver melhor esse momento tão especial da nossa semana, que nos proporciona um encontro pessoal com Deus, independente se celebrada de forma mais tradicional ou moderna, ou se o padre tem boa pregação ou não! Abaixo estão alguns conselhos do livro "A Missa Me Dá Tédio - Diálogo Com Jovens", do Javier M. Suescum. Creio que estes conselhos ajudam a todos nós.
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1 - Enquanto você vai da casa à igreja, "prepare seu coração". Pense: Vou me encontrar com o Senhor e com um grupo de irmãos na fé; vou escutar Jesus que hoje quer me dizer alguma coisa". Pergunte-se: "De que me mostrarei agradecido a Deus? Que levo nas mãos para oferecer-lhe hoje?

2 - Seja pontual e fique num lugar próximo do altar. Não se ponha na parte de trás, ou nos últimos bancos do templo. Você se distrairá com as pessoas que chegam tarde. Além disso, uma comunidade dispersa, em que cada um se senta onde gosta, não torna visível a unidade de todos na fé e no amor.

3 -  Ao entrar na igreja, pegue, se as houver, as folhas ou livros de cantos. Depois, participe também cantando. Se você não conhece os cantos, leia o texto. Isso unirá você à comunidade.

4 - Preste atenção às leituras e à pregação do sacerdote. Você perceberá sem dúvida, e com muita frequência, que o padre não é um bom orador ou que diz coisas sem substância. Não se incomode com isso. Não o julgue. Com toda a certeza, Jesus quer dizer-lhe algo por meio dele, e até o surpreenderá em mais de uma ocasião. É frequente que Deus diga grandes coisas por meio de maus pregadores.

5 - Depois de ter participado da Eucaristia, na comunhão, aproveite os instantes de silêncio que lhe são oferecidos para falar com o Senhor, para agradecer-lhe, para pedir forças e programar a semana que se iniciará.

6 - Por fim, marque um pequeno compromisso para a semana seguinte. Procure, partir dele, ser mais fiel a Jesus Cristo.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

O Método Billings para espaçamento dos filhos

     O método Billings é um método natural de regulação da natalidade, pois não exige uso de drogas e dispositivos artificiais, e é baseado na continência periódica do casal nos períodos férteis da mulher. É um método que, segundo a Organização Mundial de Saúde, possui 97 a 99% de eficiência. Foi estudado na década de 60 pelo casal de médicos Evelyn e John Billings e, diferente dos outros métodos naturais, como o da tabelinha e o da temperatura, não exige tão longos períodos de abstinência sexual e pode ser usado em qualquer época da vida, isto é, na juventude, na amamentação ou na menopausa, e em qualquer tipo de ciclo - regular ou irregular.

     Ganhou bastante popularidade quando se começou a perceber que os métodos artificiais (principalmente a "pílula"), após mais de dez anos de uso generalizado, provocavam efeitos colaterais por vezes graves, como ganho de peso, menopausa precoce, perda da lubrificação e maior vulnerabilidade a doenças. Sobretudo entre os casais católicos, o método ganhou bastante aceitação, uma vez que não fere os princípios cristãos (haverá um post posterior sobre isso). Ultrapassando essas vantagens, os casais que o adotaram notaram uma maior interação em sua vida de casal, e já não há mais a exigência de apenas um dos lados no cuidado com a regulação da natalidade.

     Enquanto usuária iniciante, li bastante sobre o método, desde o livro da dra. Billings (foto) a algumas experiências de usuárias de longa data. Não é um método difícil, qualquer mulher é capaz de compreendê-lo. Seu funcionamento baseia-se no seguinte (os casos irregulares serão citados depois):

- A mulher normalmente tem um ciclo de 28 a 30 dias;

- Contando a partir do primeiro dia de sangramento, mais ou menos no 14º dia ocorre a ovulação, isto é, os ovários liberam um óvulo (ou mais), que sobrevive por no máximo 12 horas, momento em que pode ocorrer a fecundação na presença de espermatozoides;

- Alguns dias antes da ovulação (no máximo cinco dias) a mulher libera um muco de consistência semelhante a clara de ovo cru, que é o muco fértil (que é a chave do método), cuja presença é perceptível para praticamente todas as mulheres férteis, seja ao longo do dia por uma sensação lubrificante, seja na roupa íntima;

- A função deste muco, entre outras, é a lubrificação feminina e a criação de um ambiente favorável aos espermatozoides, pois sem a presença desse muco, eles não sobrevivem até a ovulação, e portanto não é possível ocorrer gravidez;

- Nos outros dias, a mulher não apresenta nenhum muco ou um muco infértil (PBI), que pode ser pegajoso ou marrom, sem elasticidade;

- Após o aparecimento do muco fértil, conta-se três dias de abstinência, que é uma margem de erro suficiente, pois nesses dias o óvulo ainda pode estar lá e o muco, apenas na parte interna; o último dia de aparecimento do muco fértil é o chamado ápice (que é identificado no dia seguinte) e é o mais provável dia da ovulação;

Método Billings em um ciclo comum de 28 dias


     Existem então algumas regras gerais:

1º - Na fase pré-ovulatória, como o dia da ovulação é variável, as relações só podem ocorrer a noite, a fim de que o muco seja identificado na noite seguinte e não confundido com os fluidos seminais. Uma vez passada a fase fértil, podem ocorrer em qualquer horário sem risco de gravidez;

2º - Nos ciclos curtos, de vinte dias por exemplo, a fase fértil pode coincidir com o período de sangramento, por isso, exige-se abstinência no período de sangramento;

3º - Situações de estresse ou ansiedade podem retardar ou ate suprimir a ovulação;

4º -  O uso da pílula não funciona aliado ao Billings pois ela desregula ou inibe o muco. Para o abandono da pílula, é necessário abstinência sexual e registro por um mês para identificação do seu padrão de muco, e assim começar a usar o Billings.

    Uma mulher que usou a pílula por um longo período e interrompe o uso, pode notar que a fertilidade (o muco fértil) volta geralmente após dois meses ou mais (esse período deve ser seguido como fase pré-ovulatória). 

    Como o corpo sempre dará algum sinal de fertilidade, o método pode ser utilizado por mulheres na menopausa e por mulheres lactantes. Há mulheres nas quais a presença do muco não é notada, mas pode ser que o muco fértil só venha uma vez no mês ou só é percebida a sensação lubrificante. Pode se tratar de baixa fertilidade ou infertilidade. Enfim, este método também ajuda a identificar algo fora do normal, como cistos ou problemas hormonais, pois logo a irregularidade se reflete nas anotações do ciclo. Assim, logo se pode recorrer ao ginecologista. 

    As anotações diárias não são algo pesado, cada mulher tem seu jeito de anotar, seja com selos coloridos, seja com miçangas em um fio, e às vezes o próprio homem pode anotar.

     Minha experiência particular está sendo satisfatória com o método, e eu e meu esposo poderemos comprovar sua eficiência neste ano em que pretendemos retardar uma gravidez por motivos de adaptação conjugal e término da faculdade. Ainda poucas pessoas acreditam em sua eficiência, apesar de comprovada, já que depende da boa aceitação de ambos em abster-se nos dias prescritos. Casais que viveram a virgindade antes do uso do método possuem mais facilidade para superar isso. Diferente dos artificiais, este método pede o amor entre o casal, e não exigências de uma das partes, e a cada período infértil que chega, como alguns dizem, é uma nova lua-de-mel.   :-D
    Um blog muito legal sobre isso é o Fertilidade Inteligente, entre outros.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Domingo de Ramos


"Vinde, subamos juntos ao monte das Oliveiras e corramos ao encontro de Cristo, que hoje volta de Betânia e se encaminha voluntariamente para aquela venerável e santa Paixão, a fim de realizar o mistério de nossa salvação.

Caminha o Senhor livremente para Jerusalém, ele que desceu do céu por nossa causa – prostrados que estávamos por terra – para elevar-nos consigo bem acima de toda autoridade, poder, potência e soberania ou qualquer título que se possa mencionar (Ef 1,21), como diz a Escritura.

O Senhor vem, mas não rodeado de pompa, como se fosse conquistar a glória. Ele não discutirá, diz a Escritura, nem gritará, e ninguém ouvirá sua voz (Mt 12,19; cf. Is 42,2). Pelo contrário, será manso e humilde, e se apresentará com vestes pobres e aparência modesta.

Acompanhemos o Senhor, que corre apressadamente para a sua Paixão e imitemos os que foram ao seu encontro. Não para estendermos à sua frente, no caminho, ramos de oliveira ou de palma, tapetes ou mantos, mas para nos prostrarmos a seus pés, com humildade e retidão de espírito, a fim de recebermos o Verbo de Deus que se aproxima, e acolhermos aquele Deus que lugar algum pode conter.

Alegra-se Jesus Cristo, porque deste modo nos mostra a sua mansidão e humildade, e se eleva, por assim dizer, sobre o ocaso (cf. Sl 67,5) de nossa infinita pequenez; ele veio ao nosso encontro e conviveu conosco, tornando-se um de nós, para nos elevar e nos reconduzir a si.

Diz um salmo que ele subiu pelo mais alto dos céus ao Oriente (cf. Sl 67,34), isto é, para a excelsa glória da sua divindade, como primícias e antecipação da nossa condição futura; mas nem por isso abandonou o gênero humano, porque o ama e quer elevar consigo a nossa natureza, erguendo-a do mais baixo da terra, de glória em glória, até torná-la participante da sua sublime divindade.

Portanto, em vez de mantos ou ramos sem vida, em vez de folhagens que alegram o olhar por pouco tempo, mas depressa perdem o seu verdor, prostremo-nos aos pés de Cristo. Revestidos de sua graça, ou melhor, revestidos dele próprio, – vós todos que fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo (Gl 3,27) – prostremo-nos a seus pés como mantos estendidos.

Éramos antes como escarlate por causa dos nossos pecados,mas purificados pelo batismo da salvação, nos tornamos brancos como a lã. Por conseguinte, não ofereçamos mais ramos e palmas ao vencedor da morte, porém o prêmio da sua vitória.

Agitando nossos ramos espirituais, o aclamemos todos os dias, juntamente com as crianças, dizendo estas santas palavras: “Bendito o que vem em nome do Senhor, o rei de Israel”.
Dos sermões de Santo André de Creta"

Fonte: http://liturgiadashoras.org/oficiodasleituras/domingoderamos.html

terça-feira, 1 de abril de 2014

Convites e lembranças do casamento


     Casar é bom e envolve a gente muito antes, principalmente nós mulheres, nos fazendo procurar inspirações para os convites, decoração, fotos, vestido etc. Deixo aqui algumas fotos do nosso convite de casamento, do convite das damas de honra e do pagem e de outras coisas, para poder servir de inspiração para quem irá entrar nesta fase da vida.


     Optamos por coisas mais acessíveis, então nós mesmos fizemos os convites (modelo e impressão) e as lembranças  :-).



     As lembranças foram ideia da minha mãe: umas caixinhas cobertas com decoupagem, com uma foto nossa em cima e uma mensagem dentro e com docinhos para a pessoa levar para casa, que ficaram lindas.

                            


     Aproveito também pra dar a ideia das forminhas dos docinhos de papel crepom, que ficam bem finos, usando criatividade. Nas lojas, vende-se 24 forminhas de crepom por R$13,00 a R$20,00. Se você tiver tempo e disponibilidade e está precisando economizar, vale a pena fazê-las manualmente, como nós fizemos.


 Abraço a todos!

terça-feira, 11 de março de 2014

Enfim... casados!

2 de Março de 2014
Enlace Matrimonial de Amanda & Wayner
Fotos: Afonso Barros

     Um longo e difícil caminho percorremos até aqui e finalmente chegamos até o altar! Foi uma cerimônia perfeita, através da qual Deus agiu bastante, e para a qual pudemos contar com a ajuda dos nossos pais e de muitos amigos e irmãos em Cristo. As circunstâncias nos levaram a marcar em uma data um tanto não usual (domingo de carnaval), mas pudemos igualmente viver a alegria deste período! Foi também num horário pouco usual, à tarde, mas ficou bem a nossa cara.

     A recepção foi simples e bonita, cheia de detalhes que foram pensados desde que estamos noivos. A parte de crochê do meu vestido foi feita pela mãe dele, e ficou lindo, e ela também fez de crochê os pombinhos de topo de bolo. Escolhemos as cores azul e laranja. O buquê foi de flores feitas de madeira, e as uso agora para decoração da casa. Em uma postagem posterior colocarei as fotos da decoração.

     Com certeza teremos para sempre boas recordações deste dia, que teve como a parte principal a celebração do casamento, que ocorreu dentro da Missa, aos moldes neocatecumenais. Vai ficar para sempre em meu coração a lembrança de ele cantando Roubaste o Meu Coração para eu entrar! Que o Senhor esteja sempre conosco e que possamos ser frutuosos em dons e em filhos. Amém.


                      







domingo, 16 de fevereiro de 2014

Diálogo do Papa Francisco com os noivos

      O encontro realizado pelo Papa Francisco, chamado "A Alegria do Sim para Sempre", com cerca de 25 mil noivos e namorados de todo o mundo foi bastante propício para o Dia dos Namorados (Valentine's Day) e suas palavras, encontradas abaixo, serão de grande serventia para o momento da vida em que estamos vivendo e para todos os casais que tem experimentado o caminho antes deste "sim para sempre"!


***

Praça São Pedro – Vaticano
Sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Boletim da Santa Sé
Tradução: Liliane Borges
1ª Pergunta : O medo do “para sempre”
Santidade, muitos, hoje, pensam que prometer fidelidade para toda a vida é um compromisso muito difícil. Muitos sentem que o desafio de viver juntos para sempre é bonito, fascinante, mas muito exigente, quase impossível. Pedimos que sua palavra possa nos iluminar sobre esse aspecto.

É importante perguntar se é possível amar “para sempre”. Hoje, muitas pessoas têm medo de fazer escolhas definitivas, por toda a vida, parece impossível. Hoje, tudo está mudando rapidamente, nada dura muito tempo. E essa mentalidade leva muitos, que estão se preparando para o matrimônio, a dizer: “estamos juntos enquanto durar o amor.” Mas o que entendemos por “amor”? Apenas um sentimento, uma condição psicofísica? Certo, se é isso, você não pode construir em algo sólido. Mas se o amor é um relação, então é uma realidade que cresce, e nós podemos ter como exemplo o modo como é construída uma casa.

A casa se constrói juntos, e não sozinhos! Construir aqui significa favorecer e ajudar o crescimento. Caros noivos, vocês estão se preparando para crescer juntos, para construir esta casa, para viver juntos para sempre. Não queiram fundá-la sobre a areia dos sentimentos que vêm e vão, mas sobre a rocha do amor verdadeiro, o amor que vem de Deus. A família nasce desse projeto de amor que quer crescer como se constrói uma casa, que seja lugar de afeto, ajuda, esperança e apoio. Como o amor de Deus é estável e para sempre, assim também o amor que funda a família queremos que seja estável e para sempre. Não devemos nos deixar vencer pela “cultura do provisório”!

Portanto, como se cura esse medo do “para sempre”? Cura-se dia por dia, confiando-se ao Senhor Jesus em uma vida, que se torna um caminho espiritual diário, composto por etapas, crescimento comum, o compromisso de se tornarem homens maduros e mulheres de fé. Porque, caros noivos, o “para sempre” não é apenas uma questão de tempo! Um matrimônio não é apenas bem sucedido se dura, mas é importante a sua qualidade. Estar juntos e saber amar para sempre é o desafio de esposos cristãos.

Vem-me à mente o milagre da multiplicação dos pães: também para vocês, o Senhor pode multiplicar o vosso amor e dá-lo fresco e bom todos os dias. Ele tem uma fonte infinita! Ele vos dá o amor que é o fundamento de vossa união e cada dia o renova, o fortalece. E o torna ainda maior quando a família cresce com os filhos. Neste caminho, é importante e necessária a oração. Peçam a Jesus para multiplicar o vosso amor. Na oração do Pai-Nosso nós dizemos: “Dá-nos, hoje, o nosso pão cotidiano”. Os esposos podem aprender a rezar assim: “Senhor, dá-nos hoje o nosso amor cotidiano”, ensina-nos a amar, a querer bem um ao outro! Quanto mais vocês se confiarem a Ele, mais o amor de vocês será “para sempre”, capaz de se renovar-se e vencer todas as dificuldades.

2ª Pergunta : Viver juntos: o “estilo” da vida matrimonial

Santidade, viver juntos todos os dias é belo, dá alegria, sustenta. Mas é um desafio a ser enfrentado. Acreditamos que devemos aprender a nos amar. Há um “estilo” de vida conjugal, uma espiritualidade do cotidiano que queremos aprender. O Senhor pode nos ajudar nisso, Santo Padre?

Viver junto é uma arte, um caminho paciente, bonito e fascinante. Ela não termina quando vocês conquistam um ao outro… Na verdade, é precisamente aí que se inicia! Esse caminho de cada dia tem regras que podem ser resumidas em três palavras, que eu já disse para às famílias, e que vocês já podem aprender a usar entre vós: Permissão, obrigado e desculpa.

“Posso?”. É um pedido gentil para poder entrar na vida de outra pessoa com respeito e atenção. É preciso aprender a pedir: Eu posso fazer isso? Agrada a você que façamos isso? Tomamos essa iniciativa para educar nossos filhos? Você quer sair essa noite?… Em suma, significa ser capaz de pedir permissão para entrar na vida dos outros com gentileza.

Às vezes, usa-se modos um pouco “pesados”, como as botas de montanha! O verdadeiro amor não se impõe com dureza e agressividade. Nos escritos de Francisco, encontra-se essa expressão: “Saibam que a gentileza é uma das propriedades de Deus, é irmã da caridade, que apaga o ódio e conserva o amor” (cap. 37). Sim, a gentileza preserva o amor. E, hoje, em nossas famílias, em nosso mundo, muitas vezes violento e arrogante, nós precisamos muito de gentileza.

“Obrigado”. Parece fácil pronunciar esta palavra, mas sabemos que não é assim… Mas é importante! Nós a ensinamos às crianças, mas, depois, a esquecemos! A gratidão é um sentimento importante. Lembram-se do Evangelho de Lucas? Jesus cura dez leprosos e, em seguida, apenas um volta para Lhe agradecer. O Senhor diz: e os outros nove, onde estão? Isso vale também para nós: sabemos agradecer? No relacionamento de vocês, e amanhã na vida conjugal, é importante para manter viva a consciência de que a outra pessoa é um dom de Deus, e dar graças sempre. Nessa atitude interior, agradecer por tudo. Não é uma palavra amável para usar com estranhos, para ser educado. É necessário saber dizer ‘obrigado’ para caminhar bem juntos.

“Desculpe”. Na vida nós cometemos tantos erros, tantos enganos. Todos nós. Talvez, haja um dia em que nós não façamos algo errado. Eis, então, a necessidade de usar esta simples palavra: “desculpe”.

Em geral, cada um de nós está pronto para acusar os outros e nos justificarmos. É um instinto que está na origem de muitos desastres. Aprendamos a reconhecer nossos erros e a pedir desculpas. “Desculpe-me se eu levantei a voz”. ” Desculpe-me se eu passei sem cumprimentá-lo; desculpe-me pelo atraso; desculpe-me por estar tão silencioso esta semana; se eu falei muito e não te ouvi; desculpe-me se eu esqueci”. Também assim cresce uma família cristã.

Nós todos sabemos que não há família perfeita, e até mesmo o marido perfeito ou a esposa perfeita. Existimos nós, os pecadores. Jesus, que nos conhece bem, nos ensinou um segredo: nunca terminar um dia sem pedir perdão, sem que a paz retorne à nossa casa, à nossa família. Se aprendermos a pedir perdão e a nos perdoar, o matrimônio irá durar, irá em frente.

3ª Pergunta: O estilo da celebração do Matrimônio

Santidade, nestes meses, estamos nos preparativos para o nosso casamento. O senhor pode nos dar algum conselho para celebrar bem o nosso matrimônio?

Façam de um modo que seja uma verdadeira festa, uma festa cristã, não uma festa social! A razão mais profunda da alegria desse dia nos indica o Evangelho de João: vocês se recordam o milagre das bodas de Caná? Em um certo momento, o vinho faltou e a festa parecia arruinada. Por sugestão de Maria, naquele momento, Jesus se revela pela primeira vez e realiza um sinal: transforma a água em vinho e, assim, salva a festa de núpcias.

O que aconteceu em Caná há dois mil anos acontece, na realidade, em cada festa de núpcias: o que fará pleno e profundamente verdadeiro o matrimônio de vocês será a presença do Senhor que se revela e dá a sua graça. É a sua presença que oferece o “vinho bom”, é Ele o segredo da alegria plena, que realmente aquece o meu coração.

Ao mesmo tempo, no entanto, é bom que o matrimônio de vocês seja sóbrio e faça sobressair o que é realmente importante. Alguns estão mais preocupados com os sinais exteriores, com o banquete, fotografias, roupas e flores… São coisas importantes em uma festa, mas somente se forem capazes de apontar o verdadeiro motivo da alegria de vocês: a bênção do Senhor sobre o amor de vocês. Façam de modo que, como o vinho em Caná, os sinais exteriores da festa revelem a presença do Senhor e recorde a vocês e a todos os presentes a origem e o motivo de vossa alegria.

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