segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

domingo, 1 de dezembro de 2013

Famílias numerosas e a Igreja

 
     Falar sobre o número de filhos entre os católicos é sempre algo bastante divergente, pois há muitos pontos de vista diferentes em nosso meio: os que olham pelo que a sociedade propõe e os que olham pelo que a Igreja propõe.

     Estou na Igreja com minha família desde pequena, e sempre escutei a respeito da posição da Igreja contrária aos métodos anticoncepcionais artificiais. Mas poucas vezes, ou nenhuma vez, me ensinaram algo sobre sua posição real com relação à quantidade de filhos, mas que era critério de cada um ver suas condições de criar. Assim como a maioria hoje em dia, cresci com a concepção de que a mulher deve ter até dois ou três filhos e depois fazer a laqueadura, já que no mundo hoje em dia está mais difícil criar filhos com todas as suas necessidades e os métodos naturais são 'falhos'.  

     Aos 17 anos, entrei no Neocatecumenato por curiosidade, ao ouvir o anúncio das catequeses na paróquia por uma catequista de uns quase quarenta anos dizendo que tinha dez filhos. Achei isso algo entre engraçado e absurdo! Com o tempo fui observando esta família e outras famílias numerosas do mesmo movimento, e descobri que não são poucos os casais católicos de toda a Igreja que atenderam ao chamado do Concílio Vaticano II, de não desprezar o dom da fertilidade, seguindo uma paternidade responsável, mesmo com o advento dos métodos contraceptivos. Há muitos documentos eclesiais e blogs que ajudam a compreender o sentido disso e a ver que não é tão impossível como parece hoje em dia.


     Hoje, sou eu quem busco o Matrimônio e por isso tenho procurado aprender e conhecer as orientações da Igreja e conhecer testemunhos, e só tenho me encantado. Aprendi que a Igreja orienta o Método da Ovulação Billings de 97% de eficiência (segundo a OMS), para espaçar os nascimentos quando o casal considerar uma justa causa. Aprendi então que devo ajudar aqueles que ainda não assimilaram a opinião da Igreja sobre a abertura à vida através de testemunhos, mostrando-lhes que é possível. Não é fácil nadar contra o que é tido como "padrão" de hoje em dia.  Na verdade a resposta ao chamado de Jesus na maioria das vezes implica ir fora do que é tido como padrão! 
   
    Confesso que fico triste quando ouço pessoas que amo insistirem que não dá certo ter mais de três filhos nos dias de hoje. Alegam que são muitos os gastos; e de fato são. Mas não acredito que devamos seguir a esta cultura do "bem-estar à qualquer custo", como Papa Francisco coloca:

     "'Não, eu não quero mais um filho, porque não poderemos viajar de férias, não poderemos ir a tal lugar, não poderemos comprar uma casa'. É o que costumam dizer aqueles que veem com pavor a ideia de ter uma família numerosa (...) Quer-se seguir Jesus, mas até certo ponto". (encontro com as famílias).

     Alguns casais limitam a dois o número de filhos alegando que um filho único tem dificuldade para viver em sociedade. No entanto, "dois não são ainda uma sociedade; eles são dois filhos únicos” (Papa João Paulo II. Amor e responsabilidade: estudo ético). Na verdade, ninguém garante que será dado ao casal muitos filhos, pois nem todos os casais tem alta fertilidade. O importante é entender o sentido de estar aberto à vida, saber ser responsável e estar disposto a passar a fé aos filhos que Deus confiar. 

     Abaixo, algumas das coisas que tem ajudado a entender essa questão. Saudações aos leitores do blog! Aceito sugestões ou comentários sobre algo que foi falado aqui.
Familias numerosas familias felizes
São Josemaria e as familias numerosas
Padre Paulo Ricardo

ALGUNS TESTEMUNHOS:
Blog Domestica Ecclesia
Blog Shower of Roses
Jornada Mundial da Família Milão
Família Neocatecumenal

sábado, 9 de novembro de 2013

Ser catequista: uma das aventuras educativas mais bonitas

     Desde que recebi a Crisma, nasceu em mim um desejo de ser catequista. Apesar de eu sempre ter sido uma pessoa um tanto introvertida, não queria que isso fosse um impedimento para evangelizar. Depois de quatro anos, com nossa mudança para São Luís, falaram-me da necessidade de catequistas na comunidade paroquial e me propus a entrar na equipe. Logo entrei como catequista na turma de pré-Eucaristia, junto à outra catequista. Fiquei por um ano e meio e foi uma experiência muito boa. 
    
     No começo eu preferia ser apenas a tia que toca violão e desenha, pois era insegura, mas depois fui melhorando, tomando à frente quando necessário, entregando a Nossa Senhora minha vontade de saber anunciar Cristo, ainda que não fosse por palavras.Pregai sempre o Evangelho e se for necessário também com as palavras", foi o que disse São Francisco de Assis e que muito me inspira. Afinal o que atrai é principalmente o testemunho, pois ser catequista não é somente um título, mas começa com uma mudança de atitudes, para procurar ser exemplo.

Um dos meus desenhos para a Pré-Eucaristia  :)

     O Papa Francisco proferiu inspiradoras palavras aos catequistas no Congresso Internacional de Catequistas este ano; disse que a catequese é uma vocação, e é "um dos pilares da educação da fé, que não é um trabalho como outro qualquer, mas que deve ajudar as crianças, jovens e adultos a conhecer e amar cada vez mais ao Senhor, ou seja, uma das aventuras educativas mais bonitas". (ZENIT set/13). Ele falou também do kerygma , que é um dom que o catequista recebe e um dom que ele dá.

     Quando entrei no caminho neocatecumenal, vi que se tinha muito forte este ministério de catequista, pois todos somos levados ao longo do tempo de caminhada a viver a Palavra não só a escutando, mas também a anunciando aos irmãos de comunidade, fazendo monição das leituras que serão proclamadas, dando catequeses sobre um determinado tema ou pregando o kerigma aos novos irmãos. É interessante ver o amadurecimento de todos ao longo da caminhada, inclusive o meu, pois alguns que no começo morriam de medo de ir lá para a frente, vão melhorando e entregando suas palavras ao Espírito Santo. Então isso também é uma das coisas que me fazem amar o Caminho. E é tão forte essa questão de ser catequista que tem uma etapa da caminhada em que se pode escolher ser catequista itinerante, enviado a qualquer lugar do mundo. Aqui nós temos uma família em missão, um celibatário e um padre, que estão conosco como catequistas itinerantes para nos orientar.

     Na verdade, todos nós temos que ter algo de catequista, porque precisamos também ser catequistas em casa e onde quer que vamos. A catequese na paróquia tem papel especial, principalmente onde o catolicismo tem se tornado apenas tradição de família; temos o papel de ajudar os catequizandos a ver sua religião de forma diferente. Hoje eu e Wayner, meu noivo, somos catequistas de uma pequena turma de Perseverança aqui na comunidade da nossa paróquia; é uma experiência nova para mim lidar com adolescentes, mas tem ajudado bastante em meu amadurecimento como catequista, e Wayner também tem me ajudado com seu conhecimento sobre Igreja. Em outra postagem contarei um pouco sobre esta experiência.

     Alguns já observaram que gosto de postar conteúdos catequéticos de vez em quando, pois vejo que há muita procura sobre isso e é algo que muito me interessa. Espero que estejam sendo úteis! Aceito também sujestões de ideias.  Deus nos ajude nesta função de catequistas!

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Santos em desenhos - Santos contemporâneos

     Aproximando-se o Dia de Todos os Santos, disponho alguns desenhos que fiz de quatro santos dos nossos tempos, e pelos quais temos especial admiração e devoção:

Santa Gianna Bereta (1962).
     Médica, casou-se aos 30 anos, e deste matrimônio gerou seis frutos, dos quais quatro nasceram. Em sua última gravidez, os médicos acusaram que deveria abortar, senão ela morreria. Não hesitou em deixar viver seu filho.


Santa Chiara Luce (1990):
     Aos 17 anos, quando estava jogando tênis, sentiu uma forte dor, e descobriu ter uma doença terminal que a deixou vários meses internada. Os amigos ficavam impressionados quando a visitavam e a encontravam em estado de grande alegria, apesar de sentir muita dor. Não permitia o uso da morfina: "Por mais um tempo, quero dividir a cruz com Ele".



São Josemaría Escrivá (1975):
     São Josemaría foi um mestre na prática da oração, o que considerava uma extraordinária "arma" para redimir o mundo. Fundador da Opus Dei. Mostrava com seu humor a alegria de ser cristão. Costumava comparar-se a um burrinho: apesar da pouca inteligência, foi digno de carregar Jesus.



Santo Agostinho (430):
    Tem uma história muito forte de conversão, que foi alcançada através das orações de sua mãe (Santa Mônica). Tornou-se bispo da Igreja e é uma das figuras mais importantes no desenvolvimento do cristianismo no Ocidente.



    Uma outra postagem do de alguns desenhos do dia de todos os santos do ano passado se encontra
neste link.Um abraço a todos!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Aula de Meia-lua (novo)

     Ano passado eu havia gravado uma vídeo-aula de meia-lua, e muitos gostaram da ideia e pediram para eu gravar um novo vídeo. Aí está:


     Espero que ajude, um abraço a todos!

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Anjo da Guarda - Cecy Cony

      Relato de uma das experiências de Cecy Cony (1915) com seu Anjo da Guarda, da sua autobiografia "Devo Narrar Minha Vida".



     Rezar de joelhos
     Papai estava ainda na colônia Militar do Alto Uruguai. Ele morava só com uma cozinheira e outra criada para tratar da casa, e mais o bagageiro. Dissera em outra ocasião, que estranhava imensamente a ausência de papai, cuja lembrança nunca me deixara. Pensava muitas vezes, mas minha saudade por papai, que lá não tinha quem cuidasse bem dele, quando estivesse doente, e tantas outras apreensões senti.

     Era eu incapaz de adormecer, à noite, se não tivesse rezado o terço inteirinho, por papai, quanto tivesse feito algum sacrifício “grande”. E o meu último pedido ao meu Novo Amigo, antes de adormecer, era: Ide com papai e ficai vigiando por ele, juntamente com o seu Novo Amigo. Só então adormecia em paz.

     Certo dia, mais do que nos outros, tive saudades de papai. Os sacrificiozinhos se sucediam e mais de um terço foi rezado a Nossa Senhora. Tinha mais saudades de papai, era só o que sabia. À noite, pedi a meu Novo Amigo fosse ter com papai antes mesmo de eu adormecer. E depois que todos dormiam, já tarde, despertei com pensamento em papai. Estávamos no rigor do inverno. Pensei, já que não tinha sono, em rezar o terço por papai, porém, mesmo deitada; com o frio não me dispunha a levantar-me e ajoelhar. Comecei a 1ª dezena do santo terço, mas não cheguei a rezar 3 Ave-Marias. Como que um forte impulso obrigou a me levantar; devia rezar de joelhos. Fi-lo. De joelhos, ao pé da cama, rezei com a maior devoção que era capaz minha alma, numa firmíssima convicção de que papai necessitava de oração. Rezei, não só um terço do santo Rosário, mas ainda um “terço” de “Lembrai-vos que vos pertenço”, e um “terço” de “Santo Anjo”.

     Meu Novo Amigo até então não se manifestara. Não estranhei, todavia, pois o mandara ir ter com papai. Ao terminar o “terço” do “Santo Anjo”, recomecei um “terço” de “Glória ao Pai”, tão forte era a disposição que tinha de orar, apesar do frio intenso que sentia, da escuridão e do silêncio reinantes. No fim da dezena do “Glória ao Pai”, eis que sobre minha cabeça a santa mão, como a me acariciar, como a dizer: “Basta, papai está salvo” (isso sentia convictamente). Retornei à cama, e pouco depois, tornava a adormecer numa paz santa, bem santa.

     Passados vários dias, mamãe recebe uma grande carta de papai, e tiras do jornal onde relatava o caso. Por uma falta cometida contra a disciplina, papai prendera um soldado. Este, após ter terminado o tempo correcional, foi posto em liberdade.

     Duas ou três noites depois (justamente aquela noite em que eu despertara para rezar) papai desperta com o ruído de fortes estalidos na casa, e vê-se rodeado de enorme clarão. Percebendo que a casa estava em chamas, salta da cama e quis passar à peça contígua para salvar papeis de importância. Impossível! As chamas devoraram tudo assustadoramente. Tenta passar pela outra porta, o mesmo. Tudo rodeado pelas chamas. Papai foi ainda quem deu o sinal de alarme, e veio enfim o socorro. Feitas depois as investigações, foi desvendado o caso. O pobre soldado, num sentimento de vingança, ateara fogo à casa; confessara-o depois. 

     Narrei esse fato, porque tenho a firme convicção de que fora meu Novo Amigo quem salvara papai. Creio até que foi ele quem abrira a janela para papai salvar-se. Como era meu costume, sem mesmo sabe-lo explicar, não contei a ninguém o caso daquela noite dos santos terços. Sei apenas que meu Novo Amigo me deixara rezando, enquanto papai fora salvo.

     Meu Novo Amigo, seja o bom Deus glorificado na vossa santa fidelidade. Amém.

***

Santos Anjos da Guarda, iluminai-nos!

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